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Início » Notícias » Nós e os Escuteiros... na Serra da Estrela
Colocada em: 2010-02-17

Sempre Alerta para Servir!...

Esta é a Divisa que todos os escuteiros se orgulham de gritar bem alto…
E foi assim, que mais uma vez, os jovens da Cercicaper, iniciaram uma nova aventura, de mãos dadas com o grupo 10 dos Exploradores do Agrupamento dos Marrazes.
No dia 21 de Julho, partiram rumo ao ponto mais alto de Portugal Continental, onde o céu fica mais perto do olhar e as nuvens pairam mesmo sobre as nossas cabeças, a Serra da Estrela.
Lá, já os esperavam ansiosamente os pequenos mas grandes exploradores, que tudo prepararam para os receber da melhor maneira.
A expectativa de ambas as partes era enorme, e o desejo de chegar para quem viajava na fantástica carrinha Renault, bem como o de quem calorosamente os esperava para os receber de braços abertos, era ainda maior.
É então que se avista ao longe uma carrinha, grande e cheia de malas e com muitos sorrisos espelhados pelas janelas, eram os magníficos jovens da Cerci, que acabavam de chegar. O coração começou a bater mais depressa, e as dúvidas logo se dissiparam quando pisaram o mesmo chão que os valentes exploradores.
Afastada um pouco de toda a azáfama, apercebi-me de como é fácil minimizar a diferença, não é que ela só existe mesmo dentro da nossa cabeça? Senão vejamos, como poderiam dois mundos tão distantes se aproximarem e tocarem de forma tão cúmplice e profunda, no instante a seguir ao milésimo de segundo?...
Passando um breve olhar sobre tudo o que se viveu, ressaltam à memória, os momentos de alegria que vivenciaram junto aos tachos e às panelas, na tentativa de fazer uma comida saborosa, em que todos se empenharam transformando uma simples refeição num troféu com sabor a ouro. A montagem da tenda, que mais parecia a entusiasta elevação de uma obra-prima, e as pistas de sinais e sons, em que de olhos vendados percorriam o caminho guiados apenas pelo sentir…
Parecia um conto mágico, em que a única língua que se falava era a do coração e em que as palavras eram os gestos verdadeiros de cada um dos personagens. Esta experiência fez-nos acreditar que vale a pena lutar, lutar pela dissipação da diferença, da segregação e semear a amizade, a alegria, o altruísmo e a compreensão, só assim conseguiremos que estas pequenas crianças sejam os homens e mulheres de um amanhã mais azul, quando todos de mãos dadas nos dermos conta de que na verdade Todos Somos, Todos Existimos e Todos Sentimos.
Aos bravos e destemidos exploradores o nosso muito obrigado por abrirem sem medo e sem repulsa a porta do seu Pequeno Grande mundo, e aos corajosos e audazes jovens a nossa mais sincera palavra de apreço por nos ensinarem sempre mais e mais a cada dia que vamos partilhando com eles a nossa vida!
Esperemos que a “Irmandade dos Alegretes” não termine e tudo faremos para que a semente, não morra sem antes dar frutos…



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