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Colocada em: 2011-09-27

Nos últimos tempos têm sido movidos esforços para que se altere a visão sobre as pessoas com deficiência, alterando conceitos, centrando-nos na sua funcionalidade e nas suas capacidades, movendo acções para divulgar e fazer valer os seus direitos e reivindicando que deverão ser eles os actores principais dos seus percursos de vida.

O dia-a-dia de todos nós, enquanto profissionais desta área ou simplesmente enquanto cidadãos, deverá apresentar tentativas de actualizar a forma como será adequado olhar, perceber e interagir com os outros que são especiais, não deixando de pensar que todos nós somos especiais em algo, simplesmente temos de dar espaço para que cada um mostre o seu tesouro… o qual poderá passar pela genialidade ou afectividade… tudo tem o seu valor.

Na Cercicaper existe uma actividade semanal intitulada “Falatório” um espaço de reflexão, convívio e diálogo onde cada um dos clientes apresenta as suas ideias, dá a sua opinião e faz ouvir a sua voz.

Neste sentido, e ao receber o comunicado da Fenacerci, surgiu a ideia de serem eles a escolher quais os assuntos que queriam divulgar e que achavam que iriam despertar a atenção dos leitores da revista.
Sendo assim, aqui ficam as vivências da Cercicaper contadas na primeira pessoa:

“Gostava que conhecessem as aulas na piscina. Eu mergulho e passo quase toda a piscina debaixo de água. Faço mergulhos à golfinho e bato com os pés.”
Marco Fonseca

“Gosto muito de dançar no rancho. Gosto de dançar o Fado e a música nova. No ano passado fomos dançar ao Coentral e também ao Teatro da Trindade em Lisboa. Fui a uma colónia de férias e gostei muito, se viesse outro fax para voltarmos eu era o primeiro a ir.”
Jorge Dias

“Gostei muito do Desfile de Moda recebi um ramo de flores e vieram muitas instituições: Cercipom, Cercina, Cercipeniche e Soure. O Dia das Mulheres também foi giro, maquilhámo-nos, lavámos e penteámos o cabelo, almoçámos batatas fritas e fomos ao café. Fizemos a festa de Natal com uma peça de teatro dos Reis Magos e eu era a Estrela. O Alcindo fez de mendigo.”
Custódia Henriques

“No Dia das Mulheres penteámo-nos, pintámos as unhas e os olhos, depois fomos ao café. Na Serra da Estrela fizemos jogos, cantámos e dormimos numa tenda.”
Patrícia Lopes

“Queria que saísse uma foto minha na piscina. Eu também fui desfilar com a Custódia, o Marco, o Mário Dias, o Alcindo e a Arminda.”
Sónia Marta

“Comemorámos o Dia dos Homens e o Dia das Mulheres. No nosso dia fizemos um churrasco e jogámos ao chinquilho. No Dia das Mulheres, não sei o que se passou porque os homens ficaram em casa. Também fizemos um Magusto no centro da vila”
Alcindo Henriques

“No Dia dos Homens eu trouxe o equipamento do Benfica”
Rui Curado

“Fomos acampar à Serra da Estrela com os escuteiros. Fizemos todos o almoço e eu ajudei. Fomos ver o rio, andámos a passar debaixo das cordas, fizemos a caça ao tesouro e andei de canoa.”
Mário Adelino

“Fomos a Pombal dançar numa feira de artesanato. Fui ao Desfile de Moda e gostei de me vestir. Gostei de ver o público ainda era bastante gente.”
Mário Dias


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