A CERCICAPER – CACI de mochila às costas – “Os Mochileiros”

Um dos projetos que mais marcou o nosso ano 2021 foi o “Mochileiros” em Lisboa, que decorreu de 18 a 22 de Outubro de 2021. No dia 18 de Outubro, um grupo de sete clientes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), da CERCICAPER, partiu para Lisboa de mochila às costas, pronto para a aventura!

Saímos de Castanheira de Pera de a manhã e depois de uma longa viagem com algumas peripécias, a tarde, no Parque dos Poetas em Oeiras, deu para descansar, passear, ler os poemas que estão espalhados pelo jardim, observar as várias esculturas e até ver a exposição de fotografia - World Press Photo 2021 - que estava em exibição numa das ruas do parque.

Depois do café, ao final da tarde, instalámo-nos nos nossos bungalows, no Lisboa Camping & Bungalows. O tempo estava tão bom que o jantar foi no alpendre, a aproveitar o ar fresco, o som das folhas das árvores que nos rodeavam e as conversas de final de dia. E assim foi o primeiro de cinco dias por Lisboa.

O dia 19 de Outubro, foi um dia bem longo…em que os passos foram mais que muitos. De manhã, no Jardim Zoológico, vimos todos os animais, desde o pavão, que tentou almoçar connosco, ao Tigre Branco, que só apareceu à nossa terceira visita, passando pelos golfinhos e primatas. Os que mais gostámos de ver foram as suricatas, os leões, os gorilas, as chitas, os linces, o tigre-branco e claro as girafas e elefantes.

À tarde, estivemos no Pavilhão do Conhecimento, onde havia 4 exposições: “Água – Uma Exposição sem Filtro”; “TCHARAN!” um circo de experiências; “Doing” uma oficina aumentada; e “Explora”. A exposição “Explora” foi aquela onde ficámos durante a maior parte do tempo, assistimos a fenómenos muito curiosos provocados pela luz e som (ondas eletromagnéticas e mecânicas), coisas tão complexas que por vezes alteravam a nossa perceção. Depois de explorarmos a sala toda, os mais corajosos ainda foram andar numa bicicleta voadora. Inacreditável, mas foi verdade! Para quem já estava mais cansado, os selins foram outros…os sofás do pavilhão do Conhecimento, que serviram para recarregar energias. Terminámos o passeio no teleférico, sobre o Parque das Nações, onde até quem tinha algumas vertigens não resistiu à vista do final do dia.

Na quarta-feira, dia 20, mantivemos o ritmo do dia anterior. Rua acima, rua abaixo pelo centro de Lisboa. Do Parque Eduardo VII até ao Cais do Sodré, com almoço e lanche pelo meio. O ponto alto deste dia foi o almoço: Big Mac e batatas fritas para toda a gente! Chegando ao Cais do Sodré, voltámos para o Marquês de Pombal, mas de metro, pelas linhas azul e verde. Estivemos de estar atentos aos mapas, ver os sentidos das linhas e ouvir o nome das estações, para não haver enganos. E claro que correu tudo na perfeição, estamos aptos para andar mais vezes de metro. À noite fomos ao Teatro Tivoli assistir à peça “Faz-me Rir”, da atriz Heloísa Périssé, que realmente nos fez rir do início ao fim. Ainda reconhecemos outros atores e atrizes que também estiveram presentes na estreia e com quem tirámos algumas fotografias. E é mesmo verdade, onde quer que estejamos, encontramos sempre um Castanheirense…nos armazéns do chiado lá houve um feliz encontro inesperado.

Quinta-feira foi o último dia completo por Lisboa, e aproveitámos para ficar em Belém. Visitámos o Mosteiro dos Jerónimos e o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. No Mosteiro dos Jerónimos ficou na memória o estilo arquitetónico Manuelino e o túmulo do Fernando Pessoa, com a inscrição do poema de Ricardo Reis (1933) que, por coincidência, tinha sido declamado no teatro do dia anterior: “Para ser grande, sê inteiro: nada / Teu exagera ou exclui. / Sê todo em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes. / Assim em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive.”.À saída do Mosteiro estava uma charrete à nossa espera para um passeio tranquilo e muito animado, que nos abriu o apetite para os pastéis de belém. Depois do almoço no jardim ao lado do CCB, o café numa esplanada lá próxima, e seguimos para o MAAT. O museu proporcionou uma experiência bastante sensorial, com a exposição “DIA” de Carsten Höller, marcada por obras que produzem luz e escuridão, esculturas com lâmpadas, projeções e vários
elementos arquitetónicos combinados de formas surpreendentes. Ainda fomos ver a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos de perto, com várias fotografias para recordação. Malas feitas, máquina fotográfica cheia, carrinha carregada, cansados de uma semana preenchida, mas muito felizes pela experiência. Assim nos despedimo-nos de Lisboa, seguindo pela marginal até à praia de Carcavelos, para almoçar junto ao mar. Ao final da tarde, já de volta à nossa terra, sentimos o aconchego de casa, das famílias e das caras conhecidas. É bom ir… mas também é tão bom voltar. Este projeto foi cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I.P.

 

A Cercicaper

A CERCICAPER surgiu em 1977.

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